Por que a crise ambiental é um problema de cada um de nós

24 Out, 2016

Eu trabalho para que cada um possa fazer essa pergunta: qual é a minha responsabilidade nessa situação e o que eu posso fazer?

Por que a crise ambiental é um problema de cada um de nós

24 Out, 2016

Eu trabalho para que cada um possa fazer essa pergunta: qual é a minha responsabilidade nessa situação e o que eu posso fazer?
E

u trabalho para que cada um possa fazer essa pergunta: qual é a minha responsabilidade nessa situação e o que eu posso fazer? Como eu posso, de fato, colaborar para minimizar o impacto desse grande desequilíbrio ecossistêmico que já é praticamente irreversível? Precisamos pensar globalmente. Talvez você acredite que esse não seja um problema seu, mas se não é um problema seu, é um problema de quem?

Estamos colhendo o plantio que fizemos durante um determinado ciclo do tempo. O que podemos fazer para não piorar a situação? Ser feliz! Uma pessoa feliz não destrói! E a felicidade autêntica – que é essa que vem de dentro – está intimamente relacionada com a nossa capacidade de criar união que por sua vez, é o segredo da cultura de paz, de prosperidade e, consequentemente, da cultura da sustentabilidade. Mas nós temos fracassado em nossa tentativa de criar união.

O segredo da paz é nós estarmos juntos, felizes, independentemente das nossas diferenças.

O segredo da paz é nós estarmos juntos, felizes, independentemente das nossas diferenças. Eu sinto que a globalização tem também alguns desafios. Não é possível globalizar cultura, religião ou etnias. Isso tem estimulado muita violência. Ninguém pode obrigar o outro a pensar como você. Como é então que vamos encontrar maneiras de vivermos juntos em harmonia, mas respeitando as diferenças? E realmente um ajudando o outro?

Nós estamos reproduzindo na esfera coletiva as mesmas dificuldades que vivemos nos nossos relacionamentos afetivos, na nossa família, com nossos vizinhos, com quem está perto. Estamos num colapso planetário? Se não estamos dentro de um colapso, estamos na porta dele. Essa travessia está pedindo mudanças, temos que rever nossos comportamentos. Temos que rever a nossa relação com o outro e especialmente com a natureza. Já foi constatado, inclusive cientificamente, que o desequilíbrio hídrico que afetou São Paulo nos últimos tempos, por exemplo, está realcionado ao desmatamento da Amazônia e a destruição do cerrado. Mas não está sendo suficiente essa consciência para impedir que haja mais desmatamento, degradação e poluição.

Todos esses sintomas são desdobramentos da inabilidade do ser humano em lidar com sua sombra, assim como acontece quando suprimimos um ciúme e ele sai de uma forma indireta.

Chega uma hora em que fica muito limitado pensar que toda a maldade está no coração dos terroristas.

No mais profundo, na base desta crise planetária existe uma guerra, existe um desejo de destruir que não está consciente. Chega uma hora em que fica muito limitado pensar que toda a maldade está no coração dos terroristas. Nós criamos isso. Nós somos cocriadores de tudo o que existe. Eu tenho ensinado que a pedra fundamental que possibilita a evolução da consciência é a autorresponsabilidade. Claro que no decorrer do tempo, algumas de nossas ações geraram consequências que estão se reproduzindo lá fora.

Precisamos de atitudes bem concretas para tentar minimizar esse impacto. Mas só trabalhar visando mudar lá fora sem mudar dentro não vai trazer a mudança que estamos querendo ver no mundo, porque o externo é reflexo do interno. O que nós estamos vendo no mundo é justamente a manifestação da ignorância que nos habita. Você pode influenciar o mundo? Pode. Então o que pode fazer é transformar a si mesmo. Além da conscientização de diminuir o lixo você deve tratar de ser feliz, porque a felicidade vai se expandindo como ondas de luz. Você deve contribuir com o planeta fazendo a pergunta: onde está a felicidade?

Dentro de um relacionamento, por exemplo, há uma tendência em acreditarmos que a felicidade vem do outro, depende do outro, o que possivelmente seja o denominador comum de todos os problemas da própria relação. Mas se você pode se voltar para dentro de si, buscar dentro e não fora, vai contribuir para a cura do planeta. Se você se dedicar em desenvolver a honestidade, a autorresponsabilidade, a gentileza, a dedicação, o serviço, a beleza, você vai contribuir com a cura do planeta.

Portanto a felicidade – que pode ser uma contribuição efetiva para essa crise planetária – está intimamente relacionada com a manifestação da nossa consciência amorosa, que é o que possibilita criar união. E você pode fazer isso no seu pequeno mundo, no seu universo de relações. Esse é o seu desafio. Esse é o nosso desafio: amar uns aos outros e deixar de nos machucar.

Não há como evitar uma mudança radical. Você pode se desesperar ou pode atravessar com confiança, com tranquilidade. Sabendo que está tudo absolutamente certo, mesmo que esteja tudo absolutamente errado. Nós temos que tomar consciência dos nossos equívocos observando os sintomas ao nosso redor. Você sabia que só a pessoa que perde a saúde é que reconhece o valor delaSó sabe o valor da saúde quem a perdeu. Só sabe o valor da água quem a perde. Só sabe o valor da floresta quando você perde. Mas existem chances de transformação e elas estão dentro de cada um de nós, de cada um que se compromete com sua própria felicidade.

“Quanto mais nitidamente você puder perceber a dualidade, mais facilmente você poderá transcendê-la”
Sri Prem Baba

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