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Porquê ela é a base para o desenvolvimento da consciência humana.

PORQUE A MEDITAÇÃO PRECISA FAZER PARTE DA SUA VIDA?

August 12, 2020

(English Below/ Español abajo)

Porque ela é a base para o desenvolvimento da consciência humana.

A prática do cultivo do silêncio é, ao meu ver, um dos grandes pilares de sustentação para o autoconhecimento, que é o que possibilita o desenvolvimento do potencial humano.

Se você quer ser um explorador e conhecedor de si mesmo, a meditação precisa fazer parte da sua vida.


Em essência, a prática se destina a desenvolver a capacidade de auto-observação. Entenda isso como pausas diárias em que você volta sua atenção para dentro buscando retornar ao seu centro, de onde você (observador) testemunha o fluxo sem se identificar.

Existem diversas técnicas meditativas. Eu quero falar hoje de uma das técnicas mais simples, que consiste basicamente em você parar o que estiver fazendo, independentemente de onde esteja, respirar profundamente e apenas observar tudo aquilo que se passa em seu mundo interior. Pode ser até mesmo uma pausa para tomar um copo de água, desde que a sua atenção esteja plenamente voltada para esse instante, sem distrações.

É natural que nos distraiamos ao longo do dia, em nossas rotinas. Estamos o tempo inteiro interagindo, seja com outros seres vivos, seja com nossos pensamentos. E nesse processo somos levados a julgar, classificar e criar histórias a respeito daquilo com o que estamos interagindo. Isso é da nossa natureza inferior. É como normalmente agimos.

Na medida em que nos aprofundamos na meditação, vamos aprendendo a colocar a mente inferior sob domínio do Ser e, assim, passamos a acessar outros quadrantes da consciência, nos conectando com o Maior em nós. Porém, para criarmos esse ciclo benigno, se faz necessário ter disciplina. Através da repetição intencional vamos criando uma base em nosso sistema psico-físico que nos permite que essa conexão aconteça sem esforço.

E COMO VOCÊ COMEÇA?

Proponho que comece sentando-se em uma posição confortável com a coluna alinhada mas sem estar rígida. Feche os olhos e direcione a atenção para o fluxo da respiração, tornando-se consciente do ar que entra e do ar que sai. Da mesma forma que observa seu fluxo respiratório, você observa também seus pensamentos e emoções, sem criticá-los ou julgá-los. Perceba que existe um espaço entre você que observa e aquilo que você está observando. No início esse espaço é quase imperceptível, mas aos poucos nossa percepção vai se ampliando.

Aproveite para observar também o seu corpo, onde há pontos de tensão e desconforto. Ao invés de tentar fugir do desconforto, sugiro que entre em contato com ele de forma intencional. Respire e relaxe. É a compreensão que possibilita a desidentificação. Entrar em contato significa estar receptivo para acolher e também compreender a dor.

Quanto maior o cansaço ou acúmulo de tensão, mais difícil será manter a auto-observação. Nesse caso, tente identificar se esse cansaço é apenas físico ou se é um desgaste energético, resultante de algum pensamento ou emoção com o qual ficou identificado e precisa abrir mão.

Perceba que esse é um treinamento para você aprender a lidar com o sofrimento e superá-lo. Não tem certo nem errado, você vai descobrindo seus limites. Vai descobrindo o que esses pontos de dor querem te contar e como você pode acolhê-los. O medo vem e você respira o medo. Respira a raiva, a tristeza e vai se permitindo encontrar alívio dentro, dando espaço para essas emoções contidas se expressarem em um campo seguro.

Você vai assistindo a esse fenômeno sem se preocupar se está indo para cima ou para baixo, evoluindo ou involuindo. Você está se movendo, se colocando diante do fluxo de abundância que é a vida. E é assim, e somente assim, que a gente começa de fato a expandir a nossa consciência.


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WHY DO MEDITATION NEED TO BE PART OF YOUR LIFE?

Because it’sthe basis for human consciousness’ development.

The practice ofcultivating silence is, in my view, one of the great pillars of sustenance toself-knowledge, which is what enables the development of human potential.

If you want to be an aware explorer of yourself, meditation needs to be part of your life. In essence, the practice is designed to develop the ability for self-observation. Understandt his as daily breaks in which you turn your attention in ward, seeking to return to your center, from where you (the observer) witness the flow without identifying yourself with it.

There are several meditative techniques. Today I want to talk about one of the simplest techniques, which basically consists of you stopping what ever you are doing, regardless of where you are, breathing deeply and just watching everything that goes on in your inner world. It can even be a break for taking a glass of water, as long as your attention is fully focused on that moment, without distractions.

It’s natural for us to be distracted throughout the day in our routines. We are interactingall the time, either with other living beings or with our thoughts. And in this process, we are led to judge, classify and create stories about what we are interacting with. This is in our lower nature. That's how we normally act.

As we go deeper into meditation, we learn how to put the lower mind under the domain of the Selfand, then, we start to access other quadrants of consciousness, connecting with the Higher in us. How ever, to create this benign cycle, it’s necessary to have discipline. Through intentional repetition, we create a foundation in our psychophysical system that allows us to make this connection happen effortlessly.

AND HOW TO START IT?

I propose that you start by sitting in a comfortable position with your spine aligned but not rigid. Close your eyes and direct your attention to the flow of your breath, becoming aware of the incoming and outgoing air. In the same way that you observe your breathing flow, you also observe your thoughts and emotions, without criticizing or judging them. Realize that there is a space between you whois watching and what you are watching. At first, this space is almost im perceptible, but little by little our perception starts growing.

Take the opportunity to also observe your body, where there are points of tension and discomfort. Instead of trying to escape the discomfort, I suggest that you intentionally get in touch with it. Breathe and relax. Comprehension is what makes it possible to de-identify. Getting in touch means being receptive to embrace and also to understand the pain.

The greater the tiredness and accumulation of tension are, the harder will be to maintain self-observation. In this case, try to identify if this tiredness is only physicalor if it’s an energy drain, resulting from some thought or emotion with which you were identified with and need to let go.

Realize that this is a training for you to learn how to deal with suffering and overcome it. There is no right or wrong, you will discover your limits. You will discover what these pain points want to tell you and how you can embrace them. Fear comes and you breathe fear. Breathe anger, sadness and allow yourself to find relief inside, giving space for these contained emotions to express themselves in a safe field.

You start watching this phenomenon without worrying whether it’s going up or down, evolving or regressing. You are moving, placing yourself before the flow of abundance that is life. And it’s in this way, and only in this way, that we really begin to expand our consciousness.


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¿POR QUÉ LA MEDITACIÓN TIENE QUE HACER PARTE DE TU VIDA?

Porque es la base para el desarrollo de la consciencia humana.

La práctica del cultivo de silencio es, como yo lo veo, uno de los grandes pilares de sustentación para el autoconocimiento, que es lo que posibilita el desarrollo del potencial humano.

Si quieres ser un explorador y conocedor de ti mismo la meditación tiene que hacer parte de tu vida. En esencia la práctica se destina a desarrollar la capacidad de auto-observación. Entiende eso como pausas diarias en las que vuelves tu atención para adentro buscando retornar a tu centro, desde donde tú (observador) atestiguas el flujo sin identificarte.

Existen diversas técnicas meditativas. Quiero hablar hoy de una de las técnicas más simples, que consiste básicamente en parar lo que estás haciendo, independientemente de donde estés, y respirar profundamente y sólo observar todo lo que pasa en tu mundo interior. Puede ser incluso una pausa para tomar un vaso de agua, mientras que tu atención esté plenamente dirigida a este instante, sin distracciones.

Es natural que nos distraigamos durante el día, en nuestras rutinas. Estamos todo el tiempo interactuando, sea con otros seres vivos, sea con nuestros pensamientos. Y en ese proceso somos llevados a juzgar, clasificar y crear historias al respecto de con quién o con qué estamos interactuando. Eso es de nuestra naturaleza inferior. Es como normalmente actuamos.

En la medida en la que profundizamos la meditación, vamos aprendiendo a colocar la mente inferior bajo dominio del Ser y, así, pasamos a acceder a otros cuadrantes de la consciencia, contectándonos con lo Mayor en nosotros. Sin embargo, para crear ese ciclo benigno, es necesario tener disciplina. A través de la repetición intencional vamos creando una base en nuestro sistema psico-físico que nos permite que esta conexión suceda sin esfuerzo.

¿Y CÓMO EMPIEZAS?

Propongo que comiences sentándote en una posición cómoda con la columna alineada pero sin rigidez. Cierra los ojos y dirige la atención al flujo de la respiración, volviéndote consciente del aire que entra y que sale. De la misma forma que observas tu flujo respiratorio, observas también tus pensamientos y emociones, sin criticarlos o juzgarlos. Percibe que existe un espacio entre tú que observas y aquello que estás observando. Al principio ese espacio es casi imperceptible, pero de a poco nuestra percepción se va ampliando.

Aprovecha para observar también tu cuerpo, dónde hay puntos de tensión e incomodidad. En vez de intentar huir de la incomodidad, sugiero que entres en contacto con ella de forma intencional. Respira y relaja. Es la comprensión que posibilita la desidentificación. Entrar en contacto significa estar receptivo para acoger y también comprender el dolor.

Cuanto mayor es el cansancio o acumulación de tensión, más difícil será mantener la auto-observación. En este caso intenta identificar si ese cansancio es solamente físico o si es un desgaste energético, resultado de algún pensamiento o emoción con el cual has quedado identificado y necesitas soltar.

Percibe que este es un entrenamiento para que aprendas a lidiar con el sufrimiento y superarlo. No hay correcto o errado, tú vas descubriendo tus límites. Vas descubriendo lo que esos puntos de dolor te quieren contar y cómo puedes acogerlos. El miedo viene y tú respiras el miedo. Respiras el enojo, la tristeza y te vas permitiendo encontrar un alivio dentro, dando espacio para que esas emociones contenidas se expresen en un campo seguro.

Tú vas viendo ese fenómeno sin preocuparte si estás yendo para arriba o para abajo, evolucionando o involucionando. Tú te estás moviendo, colocándote delante del flujo de abundancia que es la vida. Y es así, sólo así, que comenzamos de hecho a expandir nuestra consciencia.